Odeio passar frio mas amo muito mais o inverno que o verão!

Tenho muita preguiça de sentir frio na hora de ir tomar banho, mas quando entro não quero sair mais. Principalmente quando invento de cantar e brincar com a sonoridade que o banheiro tem.

Mesmo no frio eu odeio usar calças. Continuo a amar vestidos e as meias-calças que os acompanham nessa época.

Adoro mesmo o sumiço dos insetos que me aterorizam no verão. Amo as mariposas e o seu veludo fúnebre.

Tenho agonia de sentir o nariz gelado de alguém que acabou de chegar e me dar um beijo no rosto, mas ao mesmo tempo acho engraçado e gosto disso.

Meus pés ficam sempre muito gelados e portanto mais feios do que são, uma ótima desculpa pra usar meias quentinhas e diferentes. Aliás tá aí uma coisa que gosto muito: meias.

Simplesmente amo ficar debaixo da coberta ouvindo o barulho da chuva fina na janela ou do vento assoviando por baixo da porta. Se estiver acompanhada então é sublime.

Chocolate quente de leite de soja é vício estonteante nessa época. Só é ruim quando queimo a boca.

Redescobri minha paixão por Jazz, ela anda muito mais por perto e mais viva do que nunca. Descobri que Coltrane é deus e ouví-lo é quase um transe.

Gripe, bronquite e alergia são itens que me deixam extremamente mal-humorada e triste. Cólica no inverno então me faz perder o dia. O bom disso é poder tomar os chás e remédios naturais que eu invento. Aliás odeio remédios que não sejam naturais.

Amo abraços sinceros, conversas cochichadas ou aquelas conversas probibidas que são trocadas em bilhetes.

Odeio ter motivos fortes demais pra ficar triste e chorar. Sinto alívio em ter uma grande amiga ao lado pra poder chorar até esgotar as lágrimas. E não tem nada melhor do que se sentir querida por receber um email preocupado, não importando a distância que seus amigos estão de você.

Adoro dançar e girar, girar e girar. Odeio ficar zonza, principalmente quando se perde o controle da tonteira e de tudo ao seu redor.

Gosto quando o céu fica limpo e a noite desço a minha rua olhando pra cima sem medo de cair, conheço o caminho. Isso me lembra quando eu descia metade do caminho de casa na maior parte do tempo de olhos fechados.

Me incomodo com o vazio que sinto ao meu redor, dentro das pessoas que nada sabem de si ou do que pretendem e não se afetam nem se incomodam por isso. Me emociono e encontro esperança nas outras poucas pessoas repletas de luz que cruzam o meu caminho.

Choro de felicidade e rio de tristeza. Comemoro o pagamento de minhas dívidas comendo pão na chapa no bar da esquina.

Me sinto viva e única por não ser a última. Mas não me esqueço que ainda estou só a procura dos meus pares que estão soltos por aí na mesma busca pela companhia pra luta.

Talvez mais poética, talvez menos. As vezes mais estética, por vezes mais política. Mas nunca uma coisa só, sempre um misto de sensações, sentimentos, fé e ação. A Felicidade persiste em mim, em ser Clandestina.

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