Aos que já foram e aos que virão, confesso… não tenho nada a dizer. Preciso de força, preciso de fé e um pouco de coragem para me levantar. É isso, a coragem: essa dona que me foge por entre os dedos pra em seguida me tomar o ser. Subindo por meus pés, preenchendo minh’alma. Agora ela é dona e dominadora, a ditar minha direção.

Eu estava só? Estou só? No fim todos estamos sós… somente isso tenho a dizer. Mas a coragem veio e me colocou de joelhos, a implorar pela minha vitória, ela gritava e se sacudia pedindo socorro. E de um salto me vi voando. A coragem fugia e eu a perseguia com asas de ar. Em uma contradição inconcebível, voar pra recuperar a coragem do medo de voar.

É assim então? A coragem vem, depois vai, mas deixa a sede a salivar na garganta. Tenho uma única certeza, é um vício necessário para alcançar o infinito! A coragem me pôs fogo, me pôs sede, me fez voar. Deu-me cor, deu-me ar. Ela age e faz decolar até o céu.

Texto escrito para aula de interpretação com o professor Guilherme Santanna. Inspirado em escolha livre de palavra e em músicas de Vinícius Pacheco executadas via msn. Valeu guri!

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