De madrugada quando o sono foge em disparada
Acordam-me, janelas a me mirar
Olhos difarçados de amigo
Que se entregam ao mais ingênuo avistar
Denunciando a espera do ensejo
Não engana e nem quer se enganar
Somente suscita silenciosamente
Uma ânsia divergida, desmedida.

Daí então desata as mãos
Desfaz os nós
Permite-se coreografar
aquilo que já está decretado
Anúncio mudo, grito surdo
Protege para ter abrigo
Abriga sendo acolhido
Assim sente-se coroado
Para não descobrir-se perdido
Na insegurança de ser incompreendido

Pedido único, feito será.
Deixe que minhas ondas te carreguem
Pois ainda sei teus sins

e com certeza teus nãos.
Abranda-te!
Não espere indulgência
Ao pé do ouvido não se pede isso.

Atente! Tudo isso faz parte
da trama que armei pra você.
Inesperada não sou, nem pretendo ser.
Talvez um sobressalto ocorra quando ouvir dizer:
“Se eu disser que quero, será que você ainda vai querer?”


*Poema inspirado em “A Marte” de Bruno Brasil (http://www.youtube.com/watch?v=KqUBUi5dbF8)

Olha o que a insônia faz com a gente, isso não é hora pra escrever… é?! Vai entender como funciona minha criatividade, nem eu sei. (risos) Estou tentando por essas idéias no papel faz tempo e até que enfim saiu… ufaaa! Será que agora consigo dormir? É, acho que vou ali tomar um chá.

Boa madrugada pra todos que usam a noite pra coisas mais interessantes do que eu!

Anúncios